Você quer chegar a uma reunião, comunicar seu ponto de vista ou sua ideia e ter a atenção de todos voltada para você? Quer que as pessoas confiem em suas colocações? É muito provável que sim!
São muitos itens que compõem essa credibilidade desejada e hoje vou abordar um deles, que muitas pessoas se interessam: a comunicação não verbal e, especificamente, os gestos.
O processo de comunicação começa na atenção, passa pelos pensamentos, pela emoção, pela fisiologia corporal e é transmitida por meio do seu comportamento verbal e não verbal. Assim, a comunicação não verbal está na ponta de um processo complexo, mas que pode ser desenvolvida pela percepção e modificação de comportamentos simples que, se repetidos, podem trazer autoconfiança para o comunicador.
Para refletir sobre isso, quero te convidar a analisar os gestos de um palestrante do TED que gosto demais. Ele foi citado no livro “TED, falar, convencer e emocionar, de Carmine Gallo”, como exemplo de comunicação não verbal. O seu nome é Ernesto Sirolli e sua apresentação está disponível no link:
https://www.ted.com/talks/ernesto_sirolli_want_to_help_someone_shut_up_and_listen?language=pt-br
O que podemos observar em sua gesticulação?
– Seus gestos combinam perfeitamente com sua fala.
Existem três tipos de gestos. Os “gestos representativos” denotam uma ação ou um nome (por exemplo: imitar um telefone com as mãos e colocar perto da orelha para representar “te ligo”). Os “indicativos” apontam um lugar, um tempo ou uma pessoa (apontar o indicador para comunicar “você”). As “batidas” são movimentos repetidos das mãos para marcar as partes mais importantes de uma fala.
Sirolli realiza esses três tipos de gestos, usando as duas mãos na maior parte do tempo, em uma elegante sincronia com sua fala, trazendo dinamismo e veracidade para seu discurso.
– Sua comunicação é livre de distrações não verbais
Certamente você já realizou ou já viu alguém realizar gestos repetitivos que não combinam com o discurso. Isso acontece toda vez que o orador sente algum desconforto na situação e sente necessidade de adaptação. Alguns exemplos: coçar a cabeça ou nariz, arrumar os óculos, erguer a calça, mexer na aliança, estalar os dedos, entre outros. Esses gestos são comuns, mas precisam ser trazidos à consciência e diminuídos ao máximo, pois podem desfocar a atenção do interlocutor da sua fala.
– Ele posiciona as mãos de forma poderosa.
Sirolli, em boa parte do tempo, coloca seus gestos com as palmas das mãos separadas e levemente inclinadas para cima. Esse gesto é realizado pelas pessoas que possuem presença dominante, marcante e dinâmica.
É claro que Sirolli não chegou a ser um palestrante do TED por causa dos seus gestos, mas, eles são parte de um todo de credibilidade. Do meu ponto de vista, é um excelente exemplo de como os gestos confirmam a veracidade de um discurso e colaboram para a transmissão da mensagem, retendo a atenção do interlocutor.
A comunicação não verbal é uma atividade automática e tem muita relação com a personalidade de cada um. Contudo, os comportamentos podem ser trazidos à consciência e aprimorados para que transmitam o melhor de você, da sua mensagem e, é claro, respeitando o que é mais importante nisso tudo: sua essência e autenticidade.
Sou Cecília Lima, aplico coaching, cursos e palestras para desenvolver profissionais para que conheçam o melhor de si e construam um nome forte em sua área de atuação por meio de uma comunicação clara, autentica e valorosa.
